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Um caso divulgado nas redes sociais reacendeu o alerta sobre os riscos do cigarro eletrônico. Um jovem de 24 anos teria dado entrada em um pronto-socorro com dificuldade respiratória severa e recebido o diagnóstico de bronquiolite obliterante, condição rara conhecida popularmente como “pulmão de pipoca”.

A doença afeta pequenas vias respiratórias dos pulmões e pode comprometer de forma permanente a função pulmonar. Segundo especialistas, substâncias presentes em líquidos usados em cigarros eletrônicos podem provocar inflamações e danos ao sistema respiratório.

O nome popular da doença surgiu nos anos 2000, após trabalhadores de fábricas de pipoca de micro-ondas nos Estados Unidos adoecerem depois de inalar diacetil, composto usado para simular sabor artificial de manteiga. A substância também pode ser encontrada em alguns líquidos utilizados em vaporizadores.

No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas pela Anvisa. Mesmo assim, os dispositivos seguem sendo encontrados por meios informais, especialmente entre jovens.

O caso reforça o alerta de especialistas sobre os riscos do uso contínuo de vaporizadores e a falsa percepção de que o cigarro eletrônico seria uma alternativa segura ao cigarro convencional.

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