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A Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou os fundamentos da decisão que anulou, em 22 de maio, a autorização para extraditar a ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. O processo está relacionado à condenação pelo envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

Na análise, os magistrados italianos apontaram questões relacionadas à condução do processo no Brasil, incluindo a participação do ministro Alexandre de Moraes em diferentes etapas do caso. A decisão revogou o entendimento anterior da Corte de Apelação de Roma e permitiu que Zambelli deixasse a prisão.

A ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. Segundo o processo, documentos falsos foram inseridos nos sistemas do CNJ, entre eles um mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes.

A anulação da extradição não representa absolvição e não cancela a condenação aplicada pelo STF. A decisão trata apenas do pedido para que Zambelli fosse enviada ao Brasil para cumprir a pena. Outro procedimento de extradição contra a ex-parlamentar ainda pode continuar em análise pelas autoridades italianas.

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