Um estudo publicado no periódico Journal of Open Inquiry in the Behavioral Sciences apontou que pessoas com posicionamentos políticos mais à esquerda apresentariam maior incidência de diagnósticos ligados à saúde mental, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). A pesquisa foi conduzida pelos pesquisadores Emil Kirkegaard, da Dinamarca, e Meng Hu, de Hong Kong, com 978 participantes nos Estados Unidos.
Segundo os autores, o levantamento cruzou informações sobre posicionamentos políticos, valores morais, culturais e sociais com dados relacionados à saúde mental e padrões comportamentais. A análise apontou que determinados diagnósticos psiquiátricos apareceram com maior frequência entre participantes identificados com ideologias de esquerda.
O estudo também destacou que características como cabelos tingidos em cores chamativas, piercings e modificações corporais foram mais frequentes entre pessoas desse grupo político. Os pesquisadores afirmam ainda que trabalhos anteriores já haviam relacionado determinadas modificações corporais a indicadores psicopatológicos.
A publicação repercutiu nas redes sociais e gerou debates entre internautas, apoiadores e críticos das conclusões apresentadas pelos pesquisadores. Enquanto alguns defenderam o estudo como uma análise comportamental legítima, outros questionaram a metodologia utilizada e possíveis generalizações feitas a partir dos dados coletados.
Os autores ressaltam que o estudo analisou apenas um grupo específico de participantes nos Estados Unidos e que os resultados não devem ser interpretados como regra absoluta para toda a população.
Fonte: Bacci.