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A conquista do voto feminino transformou a participação das mulheres na vida pública brasileira. No Vale do Jaguaribe, essa história encontra exemplos nas trajetórias de Renata Vasconcelos, prefeita de Tabuleiro do Norte; Naiara Castro, prefeita de Morada Nova; Solange Campelo, prefeita de Potiretama; Dilmara Amaral, prefeita de Limoeiro do Norte; e Roberta de Bismarck, prefeita de Aracati.

O dia 3 de novembro é lembrado como uma data simbólica e educativa de reflexão sobre o voto feminino. O reconhecimento nacional desse direito ocorreu em 24 de fevereiro de 1932, com o Decreto nº 21.076, que instituiu o Código Eleitoral e assegurou às mulheres os direitos de votar e de serem votadas. Por isso, 24 de fevereiro é a data oficial do Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil.

Esse avanço foi precedido pela mobilização de mulheres que enfrentaram resistências e questionaram sua exclusão das decisões públicas. Pioneiras como Bertha Lutz e Leolinda Daltro participaram dessa trajetória, abrindo caminho para novas gerações de eleitoras, candidatas e representantes.

Em Tabuleiro do Norte, Renata Vasconcelos assumiu a Prefeitura em janeiro de 2025 como a primeira mulher a ocupar o cargo. Sua chegada ao Executivo marcou uma mudança na história política do município, colocando uma mulher à frente da administração municipal.

Em Morada Nova, Naiara Castro passou pelo Legislativo antes de chegar à Prefeitura. Foi vereadora entre 2021 e 2024 e exerceu a função de procuradora especial da Mulher na Câmara Municipal em 2023 e 2024. Eleita prefeita em 2024, iniciou seu mandato no Executivo em 2025.

Em Potiretama, Solange Campelo tem uma trajetória que inclui a passagem pela vice-prefeitura antes de assumir o comando do município. Sua atuação exemplifica outro caminho de construção de espaço político feminino na região.

Em Limoeiro do Norte, Dilmara Amaral iniciou sua atuação no serviço público municipal como cirurgiã-dentista. Eleita vice-prefeita em 2020, assumiu o Executivo em outubro de 2023 e foi eleita prefeita em 2024, construindo uma trajetória que reúne experiência profissional e participação na gestão pública.

Já em Aracati, Roberta de Bismarck integra esse cenário à frente da Prefeitura. Eleita em 2024, ela se soma às lideranças femininas que conquistaram espaço nas urnas e passaram a assumir a responsabilidade de administrar seus municípios.

As trajetórias dessas prefeitas ilustram a importância prática dos direitos políticos. A possibilidade de votar e disputar eleições permite que mulheres apresentem propostas, representem suas comunidades e participem das decisões sobre orçamento, serviços públicos e desenvolvimento das cidades. Essa presença também pode servir de referência para outras mulheres que desejam ingressar na vida pública.

A ampliação da representação feminina exige oportunidades para que mais mulheres construam suas trajetórias com autonomia e respeito. A reflexão sobre o voto feminino envolve, portanto, a valorização das conquistas históricas e o enfrentamento das barreiras que ainda dificultam uma participação mais igualitária na política.

Fontes: TSE, FGV, UOL e prefeituras dos municípios citados.

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