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A Dívida Bruta do Governo Geral registrou uma nova alta e avançou para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês de julho, somando o equivalente a R$ 10,9 trilhões. Os dados oficiais foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31). O percentual atual representa o maior nível atingido pelo indicador desde abril de 2021, momento em que a taxa figurava em 82,62%.

Na comparação direta com o mês de junho, o endividamento do governo teve um crescimento de 0,6 ponto percentual. De acordo com os analistas da autoridade monetária, essa movimentação ascendente foi impulsionada majoritariamente pela apropriação dos juros nominais incidentes sobre os títulos públicos e pelas emissões líquidas efetuadas no período. Ao observar a trajetória mantida desde o início do ano de 2026, a dívida acumula uma expansão de 3,9 pontos percentuais em relação ao PIB.

Apesar do aumento contínuo do montante bruto da dívida, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 1,4 bilhão durante o mês de julho. O resultado marca uma recuperação temporária em relação ao desempenho de junho, quando as contas públicas haviam apresentado um déficit expressivo de R$ 55,3 bilhões. Cabe destacar que o pico histórico de toda a série temporal da dívida bruta ocorreu em outubro de 2020, quando o índice atingiu o teto sob o impacto das despesas emergenciais de combate à pandemia.

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