A determinação da Prefeitura de Limoeiro do Norte para que trabalhadores deixem seus espaços na Praça Dr. Deoclécio Lima Verde em um prazo de apenas 14 dias tem provocado preocupação, insegurança e incertezas entre as famílias que dependem daquele local para garantir o sustento.
Segundo os permissionários, a comunicação ocorreu sem diálogo prévio, sem apresentação de um plano de transição e sem garantias concretas de retorno aos espaços após a conclusão da reforma. Além disso, não teria sido oferecido um local provisório para que continuem exercendo suas atividades durante o período das obras.
Para muitas famílias, a praça representa a principal fonte de renda. Diante disso, o curto prazo estabelecido pela administração municipal é considerado insuficiente para reorganizar a vida financeira, buscar alternativas de trabalho e preservar a clientela construída ao longo de anos.
A situação também levanta questionamentos sobre a condução da obra. Embora a revitalização dos espaços públicos seja considerada importante para o município, trabalhadores defendem que o processo deveria ocorrer de forma mais transparente, com planejamento e medidas que reduzam os impactos sociais e econômicos para quem depende diretamente daquele espaço.
Outro ponto que preocupa os permissionários é a falta de informações sobre o cronograma da reforma e sobre as garantias de retorno após a conclusão dos serviços. O receio é que situações semelhantes às registradas em outras obras públicas do município possam se repetir, prolongando a espera e aumentando os prejuízos para as famílias envolvidas.
Diante do cenário, os trabalhadores cobram mais diálogo, sensibilidade e medidas que garantam dignidade durante a execução das obras, incluindo um espaço provisório para funcionamento e a garantia formal de retorno aos seus respectivos locais após a reforma.
Fonte: @rozenildool
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