Uma tecnologia iniciada em 1985, a partir de pesquisas da Universidade Estadual do Ceará (UECE) para conservação de sêmen de bode, evoluiu ao longo das décadas e abriu caminho para diferentes aplicações da água de coco na biotecnologia.
O projeto acumula 12 patentes e inclui tecnologias como o ACP Derma, voltado ao tratamento de feridas, e o ACP Lacte, composto nutricional desenvolvido a partir de água de coco em pó e leite de cabra.
Jaguaretama foi escolhida para receber a biofábrica que levará essas tecnologias à escala industrial. A unidade terá capacidade anunciada para processar cerca de 2 mil litros de matéria-prima por dia, fortalecendo a inovação e a produção no interior do Ceará.
A instalação da unidade representa uma nova etapa para pesquisas desenvolvidas há décadas no ambiente acadêmico. A proposta é transformar o conhecimento científico produzido no Ceará em soluções que possam alcançar maior escala e diferentes mercados.
A escolha de Jaguaretama também aproxima o projeto da produção regional, especialmente da caprinocultura. A iniciativa envolve parcerias locais e poderá contribuir para fortalecer cadeias produtivas ligadas à matéria-prima utilizada na fabricação dos produtos.
A chegada da biofábrica coloca Jaguaretama em destaque na bioeconomia cearense, aproximando pesquisa científica, saúde, nutrição e desenvolvimento econômico em um projeto construído a partir de décadas de estudos realizados no Ceará.
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